Os trabalhadores da Ford da fábrica do Taboão, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, iniciaram esta semana movimento interno de mobilização para cobrar da empresa posição quanto aos investimentos em novos produtos locais.

Na terça-feira, 29, os funcionários da montadora realizaram assembléias internas por área, paralisando o serviço por meio hora antes do almoço nos prédios 101 e 93, conforme informação do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC divulgada nesta quarta-feira, 30.

“Estamos cobrando tudo o que já foi negociado com a fábrica, não podemos aceitar outra resposta que não seja trazer investimento”, destacou o coordenador geral da representação dos trabalhadores na Ford, José Quixabeira de Anchieta.

As assembleias continuam até a semana do dia 18 de fevereiro, quando deverá ocorrer reunião com o presidente da montadora, Lyle Watters, conforme prometido pela própria empresa.

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Na terça-feira, 22 de fevereiro – após sair a notícia sobre a ameaça da General Motors de abandonar o País – o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC decidiu iniciar mobilização da fábrica do Taboão justamente para desencadear processo de negociação com a direção da montadora sobre a vinda de novos investimento para a planta do ABC paulista.

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Segundo acordo coletivo assinado em abril do ano passado, os trabalhadores na Ford têm estabilidade até novembro deste ano. Na época ficou acertado que durante esse período os dirigentes do sindicato e da montadora debatariam o futuro da fábrica do ABC, que hoje só produz o novo Fiesta e caminhões.

Até hoje, no entanto, não houve qualquer avanço nesse debate, razão de o sindicato ter optado por mobilizar os trabalhadores a fim de que haja reunião com a direção da montadora ainda neste primeiro semestre.


Foto: Divulgação/SMABC