Impulsionada sobretudo pela forte retomada das vendas de ônibus no mercado interno, que cresceram 76,4%, a Marcopolo registrou receita líquida de R$ 4,197 bilhões em 2018. O resultado supera em 45,9% os R$ 2,876 bilhões apurados no sano anterior. O lucro líquido foi de R$ 190,9 milhões, expressiva alta de 132,5% em relação a 2017.

O resultado reflete ainda evolução de 36,1% nas exportações, que somaram R$ 1,360 bilhão, e também o crescimento dos negócios das operações da empresa no exterior, que bateram R$ 921 milhões, 16,6% a mais em relação ao período anterior.

Em 2018, enquanto o mercado brasileiro de ônibus cresceu 40,1%, a Marcopolo ampliou sua produção em 61,7% (13.958 unidades, contra 8.633). As vendas para o mercado interno geraram receitas de R$ 1,916 bilhão ou 45,6% da receita líquida total, e as exportações, somadas aos negócios no exterior, atingiram a receita de R$ 2,281 bilhões, ou 54,4% do total.

A produção global da Marcopolo aumentou 48,3%, para 16.103 unidades no ano passado, contra 10.860 em 2017. Nas cinco fábricas brasileiras foram produzidas 13.958 unidades, 61,7% ainda que o mercado interno tenha crescido 40,1%.

“Para vencermos a crise que atingiu o setor desde 2013, investimos muito para tornar o nosso negócio o mais eficiente possível e, ao mesmo tempo, nos aproximamos ainda mais dos clientes e do mercado, sem descuidar da qualidade e segurança nas linhas de produção”, afirmou Francisco Gomes Neto, CEO da empresa de Caxias do Sul,  cuja margem EBITDA de 8,6% foi a  melhor desde 2014.

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Os embarques para países da África colaboraram para a elevação de 20,4% do volume total exportado a partir do Brasil: 3.938 unidades. Nas unidades externas, foram produzidas 2.145 unidades, com destaque para a Austrália, que cresceu 34,5% (542 unidades em 2018, contra 403 no ano anterior).

A unidade de negócios Volare também cresceu 51,8%, tanto no segmento de varejo como de licitações. Foram produzidas 2.676 unidades, contra 1.781, no ano anterior. Um destaque foi o volume recorde exportado de 522 unidades, contra 362 em 2017.