Com operações suspensas desde o dia 23 de março, a PSA Peugeot Citroën decidiu não retomar  a produção na próxima segunda-feira, 1, conforme previsto, e seguirá com a fábrica de Porto Real, no sul-fluminense, paralisada por tempo indeterminado.

Em comunicado divulgado nesta terça-feira, 27, a PSA informa que a extensão do período de interrupção deve-se ao quadro gerado pela Covid-19 no Brasil e que a volta dependerá do desenrolar da situação atual: “Vamos avaliar o melhor momento para retorno no futuro, a fim de garantir as condições mais seguras possíveis e o bem-estar de nossos colaboradores, com a aplicação de um rigoroso protocolo global reforçado de medidas de segurança”.

Enquanto o grupo francês decide pela continuidade da paralisação, várias outras montadoras começam gradualmente a retomar produção, dentre as quais a FCA, que representa as marcas Fiat e Jeep, a Volkswagen e a General Motors.

A PSA produz em Porto Real os modelos Citroën C3, Aircross e C4 Cactus e os Peugeot 208 e 2008.  Em abril, no dia 22, a empresa fechou acordo de redução de jornada e de salário com base na medida provisória 936, que visa preservar empregos neste período de crise. A proposta aprovada por ampla maioria dos trabalhadores tem validade por 90 dias.

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Com relação ao mercado, balanço do primeiro quadrimestre deste ano divulgado pela Fenabrave mostra que as marcas representadas pela PSA detém menos de 1,5% das vendas totais de automóveis e comerciais leves no País. A Citroën fechou o período em 12º lugar, com 4.501 emplacamentos, atrás da Caoa Chery, que licenciou 5.956 unidades. A Peugeot é a 14ª no ranking por marcas do quadrimestre, com a venda de apenas 2.640 veículos de janeiro a abril deste ano.


Foto: Divulgação/PSA