Enquanto as exportações de veículos para a Argentina continuam despencando, com expressiva queda de 55% no ano, as vendas do setor para a Colômbia dobraram no primeiro trimestre, atingindo 10 mil embarques ante os 5 mil do mesmo período de 2018.

Com esse resultado, a Colômbia subiu para o terceiro lugar no ranking dos principais compradores de veículos brasileiros, superando o Chile, agora o quarto colocado. As exportações para o mercado chileno caíram 20,6% no mesmo comparativo, baixando de 9,7 mil para 7,7 mil veículos.

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Vale lembrar que desde dezembro de 2017 está em vigor o acordo automotivo entre Brasil e Colômbia, que estabelece uma cota de 50 mil veículos para este ano sem o pagamento do Imposto de Importação, que varia de 15% a 35%. No ano passado, esse volume foi de 25 mil unidades.

Com o desempenho do primeiro trimestre, a participação da Colômbia nos negócios automotivos brasileiros subiu de 3% para 10%, enquanto a da Argentina baixou de 70% para 60%, conforme dados divulgados na semana passada pela Anfavea.

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As exportações para o México, que a partir deste ano mantém livre comércio com o Brasil e é o segundo no ranking dos maiores mercados brasileiros, também cresceram no trimestre, mas em índice de apenas 9,6%. Foram embarcadas 13,6 mil veículos para lá este ano, contra os 12,4 mil do primeiro trimestre de 2018.

Em relação aos negócios externos, o maior problema continua sendo a Argentina, que desde o ano passado está com o mercado interno em queda livre. As vendas para o país vizinho limitaram-se a 61,7 mil unidades nos primeiros três meses deste ano, volume 55% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, que foi de 136,6 mil.

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Segundo a Adefa, a entidade que representa as montadoras argentinas, as vendas de veículos no país vizinho limitaram-se a 94.150 unidades no primeiro trimestre deste ano, 56,8% a menos que em idêntico período de 2018, quando foram negociados 217.747 veículos.


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