A Ford anunciou na segunda-feira, 20 de maio, que eliminará 7 mil empregos em todo mundo até setembro. As dispensas correspondem a 10% da força de trabalho assalariada de montadora e, de acordo com a empresa, permitirão economia de US$ 600 milhões por ano.

O comunicado por e-mail aos funcionários, assinado por Jim Hacket, CEO da Ford, diz que a companhia entra na última do seu plano de reestruturação, iniciado no ano passado. Os cortes incluem tanto dispensas voluntárias quanto demissões, além de vagas abertas serem congeladas.

Nos cortes, Hackett disse que eliminará por volta de 20% dos empresa de alto escalão, medida com o objetivo de reduzir a burocracia e acelerar tomadas de decisão. Só nos Estados Unidos, mais de 2,3 mil pessoas serão dispensadas. Nas demissões também estão incluídos os funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo (SP), onde a companhia desistiu da operação de caminhões, e negócios na Europa e na China.

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Para ter sucesso em nossa competitiva indústria e posicionar a Ford para vencer em um futuro de rápidas mudanças, precisamos reduzir a burocracia, capacitar gerentes, acelerar a tomada de decisões, focar no trabalho mais valioso e cortar custos”, escreveu Hackett no e-mail, destacando que 2019 será um ano de transição da empresa.

Desde que Hackett assumiu a presidência da Ford, há dois anos, a empresa passa por uma reformulação global de US$ 11 bilhões, o que inclui demissões e abandonar veículos não rentáveis ​​e de baixa margem, como a decisão de focar somente em picapes e utilitários esportivos. Recentemente, Ford e Volkswagen fecharam acordo para unir forças no desenvolvimento de vans e picapes.

No Brasil, o encerramento da operação em São Bernardo do Campo até o fim do ano, afetará em torno de 3 mil funcionários, além de a empresa abrir PDV em Camaçari (BA).


Foto: Ford/Divulgação