Após encerrar o primeiro semestre com alta de 10,4% no faturamento líquido, a indústria de autopeças fechou o balanço do acumulado dos primeiros oitos meses do ano com expansão de 7,9% no comparativo com o mesmo período do ano passado. Até julho, a expansão tinha sido de 9,3%.

Os dados do Sindipeças divulgados esta semana baseiam-se em pesquisa feita com 60 empresas associadas que representam 36,2% das vendas totais do setor no Brasil. Segundo a entidade, as vendas para montadoras seguiram crescendo, embora com variações mais modestas quando comparadas ao início do ano.

Até agosto, a alta dos negócios OEM foi de 11%, índice que no primeiro semestre chegou a 12,8% e no acumulado até julho estava em 12,5%. O mesmo acontece nos demais segmentos internos, que seguem em alta mas em ritmo menor. As vendas para o mercado de reposição evoluíram 6,5% até agosto e os negócios intrassetoriais tiveram alta de 29,1%.

As exportações diminuíram quando mensuradas em dólares e em reais, respectivamente, 13,4% e 5,6%. Segundo o Sindipeças, a utilização da capacidade instalada em agosto foi de 72%, apenas um ponto percentual inferior à do mês anterior.

LEIA MAIS

Déficit das autopeças recua 36,7%, para US$ 2,84 bilhões

Anúncio

Receita das autopeças cresce 10,4% no primeiro semestre

Indústria 4.0: autopeças brasileiras em projeto-piloto mundial.

Em agosto, o faturamento líquido do setor apresentou avanço de 1,8% em relação a julho e contração de 0,5% na comparação com o mesmo mês de 2018. A receita com o mercado de reposição cresceu 6% na passagem mensal e interanual, enquanto as vendas para as montadoras ficaram estáveis em agosto com relação a julho e cresceram 2,9% no comparativo com agosto do ano passado.

As vendas intrassetoriais trouxeram queda de 5% frente ao mês imediatamente anterior, mas seguiram com
resultados expressivos nas demais métricas de comparação. O emprego, segundo o Sindipeças, apresentou retração pelo sétimo mês consecutivo, acumulando queda de 3,0% no ano.


Foto: Divulgação/Bosch