A indústria de motocicletas começou 2020 com produção e vendas em alta. Ao longo de janeiro saíram das linhas de montagem das fábricas instaladas no PIM, Polo Industrial da Manaus, total de 100.292 unidades, volume 19,5% superior ao registrado no mesmo mês do ano passado (69.062 motos). Em relação a dezembro, quando muitas empresas concederam férias coletivas, a expansão foi de 45,2%.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 12, pelo presidente da Abraciclo, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, Marcos Fermanian, para quem o desempenho de janeiro reforça a expectativa de crescimento de 6,1% para este ano.

“A procura por alternativas que garantam a maior eficiência na mobilidade urbana tem impulsionado o setor de duas rodas, já que muitas pessoas estão trocando o seu veículo pela motocicleta para se deslocar com maior flexibilidade nas médias e grandes cidades”, avalia o executivo.

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As vendas no atacado, referente ao repasse das fábricas para as concessionárias, atingiram 90.874 motocicletas em janeiro, alta de 11,3% ante as 81.681 unidades do mesmo mês de 2019 e de 26,8% em relação a dezembro (71.672 unidades). No varejo, o crescimento foi de, respectivamente, 1,1% e 2,6%, com a venda de 91.664 motocicletas no primeiro mês deste ano.

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Com 22 dias úteis, a média diária de emplacamentos no mês passado deste ano foi de 4.167 unidades, o melhor resultado, segundo a Abraciclo, desde janeiro de 2015 (5.174 unidades). A projeção da entidade para este ano é que sejam licenciadas 1.140.000 motocicletas, o que representaria expansão de 5,8% na comparação com 2019 (1.077.234).

Exportações – Enquanto o mercado interno segue em alta, os embarques de motocicletas para outros países continuam em queda. Em janeiro, foram exportadas 1.701 unidades, número 62,8% inferior ao do mesmo mês do ano passado (4.570). Na comparação com dezembro de 2019 (3.054 unidades), a queda foi de 44,3%.

Segundo dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat analisados pela Abraciclo, a Argentina segue como principal destino das motos brasileiras, com 1.890 unidades no mês passado. Em segundo lugar, ficaram os Estados Unidos (575 unidades) e México (192 unidades).

Principalmente por causa da crise no mercado argentino, a Abraciclo acredita que as exportações seguirão em queda este ano. A expectativa é atingir vendas externas da ordem de 28 mil unidades, com decréscimo de 27,5% em relação a 2019.


Foto: Divulgação/Triumph