Em pronunciamento via internet sobre o desempenho da indústria automobilística nesta segunda-feira, 6, Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, revelou que a entidade tem solicitado ao governo federal medidas que possam ajudar o setor a transpor as dificuldades geradas pela pandemia da Covid-19.

“Já estamos discutindo com o governo mecanismos para socorrer a cadeia, porque o que importa para nós é a cadeia toda saudável”, disse o dirigente, após relatar queda da produção de 16% no primeiro trimestre.

Em resposta ao AutoIndústria, o Moraes adiantou que as montadoras defendem, dentre outras ações, a reabertura integral das milhares de concessionárias de automóveis, veículos comerciais e máquinas agrícolas e de construção espalhadas por todo o País.

Com as restrições impostas pelos governos estaduais para combater a proliferação do coronavírus, nas últimas três semanas as revendas têm funcionado apenas para manutenção dos veículos. Os showrooms seguem fechados.

Respeitando todos cuidados, regras e normas de higiene, também somos favoráveis à abertura das concessionárias para vendas com o objetivo de manutenção dos empregos de toda cadeia automotiva e também da geração de caixa para manter o setor funcionando adequadamente“, afirmou Moraes.

A Anfavea, assim, reforça a reivindicação das mais de 7 mil concessionárias de automóveis, veículos comerciais, máquinas e motocicletas. Na quinta-feira, 2, Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, entidade que congrega os revendedores, afirmou que está solicitando aos 26 governos estaduais e do Distrito Federal autorização para que as concessionárias de veículos voltem a operar imediatamente.

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Assumpção disse entender a gravidade da pandemia, mas assegura que as concessionárias estão preparadas para adotar as medidas sanitárias e preventivas, como rodízio das equipes de funcionários e limpeza intensa das instalações e automóveis em exposição.

“Sabemos que a prioridade é a saúde da população, mas, a continuar como está, cerca de 20% dos empregos do nosso setor podem ser comprometidos, pois os concessionários, que têm despesas fixas, estão sem receita”, afirmou o dirigente, que lembra que o setor emprega 315 mil pessoas, três vezes mais do que as montadoras.


Foto: AutoIndústria