Aoperação brasileira da Meritor já tem 17% de seus cargos estratégicos ocupados por mulheres. Essa participação, contudo, não é ainda a desejada pela fabricante de eixos e sistemas para drivetrain de veículos pesados e que pretende que pelo menos um quinto das funções de lideranças estejam em mãos femininas.

A empresa, na verdade, é até mais precisa: o índice idealizado é de 22%. Por conta desse almejado crescimento de cinco pontos porcentuais, tem intensificado a Mentoria Feminina, programa criado em 2017 pela matriz em Troy, Estados Unidos, e que começou a ganhar corpo no Brasil a partir do ano passado para o desenvolvimento  e transformação de mulheres em líderes.

“Acreditamos que ao avançarmos em representatividade, alinhando a equidade de gênero com a cultura da companhia, teremos mais inovação. Conhecimentos e estilos diversos trazem benefícios sociais e econômicos para a companhia e sociedade como um todo”, afirma Nathália Molina, diretora de RH da Meritor Brasil.

A própria Nathalia é prova dessa transformação em curso: ela é a primeira mulher a ocupar um cargo de liderança em 63 anos da operação.

Já no ano passado, foi criada rede de apoio para que as profissionais discutissem o papel da mulher no mercado de trabalho, dentre outros temas relacionados. Agora, a Meritor selecionará 20 de suas funcionárias para, até o fim do ano, serem treinadas e capacitadas. Três delas serão escolhidas líderes.

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O programa contempla a formação de grupos que serão administrados por mentores voluntários e também líderes da empresa.

Para auxiliá-las a traçar corretamente o caminho a ser percorrido, são realizados encontros presenciais e on-line com temas como “Sensibilização e alinhamento do Programa”, “Como Liderar em uma Cultura de Alto Desempenho”, “Trabalhando o Planejamento Estratégico”, “Buscando o desenvolvimento profissional contínuo”, dentre outros.

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Foto: Divulgação