A indústria de veículos instalada na argentina encerrou o primeiro semestre com queda acumulada de 46,4% na produção. Conforme balanço da Adefa, associação dos fabricantes no país, de janeiro a junho saíram das linhas de montagem 86,4 mil unidades ante 161,1 mil anotadas há um ano.

O pequeno volume de 4,8 mil unidades produzidas em maio, devido a suspensão das atividades para conter avanço da pandemia da covid-19 desde abril, determinou resultado excepcional em junho, com avanço de 226% ao somar 15,6 mil veículos produzidos. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a indústria montou 23,9 mil unidades, a retração foi de 34,5%.

O novo presidente da Adefa, posição assumida em 1º de julho, Daniel Herrero (substitui Daniel Lopez), aponta que a retomada do ritmo no chão de fábrica será gradual, porém, “estamos cientes de que levará muito tempo para retornar valores anteriores”, destacando o apoio do Ministério do Desenvolvimento Produtivo ao autorizar a volta das atividades baseada em nova etapa do protocolos da Aspo, sigla em espanhol para Isolamento Social Preventivo e Obrigatório.

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Vendas no atacado e exportações

As entregas faturadas para as concessionárias em junho somaram 23,7 ml veículos, 18,7% superior em relação a maio, com 20 mil unidades, mas 34,9% inferior na comparação com junho do ano passado (36,5 mil veículos). No acumulado dos seis meses, as 123,1 mil unidades negociadas representaram queda de 34,2% ante as 187 mil distribuídas um ano antes.

Nas exportações, o setor embarcou 6,8 mil veículos no mês passado, 113% a mais em relação de maio, de 3,8 mil unidades, mas 60,5% abaixo do resultado de junho de 2019, quando as remessas somaram 17,4 mil unidades. No período de janeiro a junho, foram exportados 53,2 mil veículos, 50,6% a menos que os 107,6 mil anotados no mesmo acumulado de 2019.

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Foto: Adefa/Divulgação