Com investimentos acumulados da ordem de R$ 4,5 bilhões, a General Motors comemora nesta segunda-feira, 20, duas décadas de operações em Gravataí, RS. Nesse período, a cidade gaúcha que há 20 anos abrigou o projeto que nasceu com a produção do Celta passou da 12ª posição no ranking de maiores PIBs do Estado para o 4º lugar.

Além da fábrica de automóveis, são mais 18 empresas no Complexo Industrial Automotivo (CIAG), que sempre primou pela alta tecnologia nos processos de produção, assim como pela sustentabilidade e pela sua conexão com a comunidade local. O complexo é responsável por mais de 45% da arrecadação de ICMS da cidade e gerou receita para o Rio Grande do Sul só com esse imposto, em 20 anos, de quase R$ 300 milhões.

Do Celta ao novo Onix, foram três projetos de expansão no período. Passando pelo Prisma e Onix, a fábrica abriga hoje a produção do novo Onix e do novo Onix Plus, que trouxeram tecnologias inéditas para o segmento, como o Wi-Fi a bordo, assistente de estacionamento e controle de estabilidade. Entre 2017 e 2019, recebeu aporte de R$ 1,4 bilhão para abrigar os modelos fabricados atualmente.

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Dentre as novidades mais recentes, a GM destaca o novo prédio de injeção de polímeros, onde é realizado o processo de moldagem de para-choques, e as simulações de volume de produção da linha, que buscam os melhores meios de transporte e de movimentação das peças. Tudo encaixado no conceito de manufatura 4.0, com novos robôs que  realizam autocorreções automáticas.

Marina Willisch, vice-presidente de relações governamentais e comunicação da GM América do Sul, diz que o modelo de manufatura just in time da fábrica gaúcha com os sistemistas é, até hoje, um diferencial que alavanca ainda mais a economia local da cercania das instalações e do Estado. “Junto com os empregos, impostos e investimentos gerados pela GM, estão outros, de dezenas de empresas fornecedoras do condomínio”.

A fábrica de Gravataí, com capacidade instalada de 350 mil carros por ano, injetou na economia local ao longo dos 20 anos cerca de R$ 32 bilhões em pagamento de salários e encargos, considerando apenas os empregados diretos.


Foto: Divulgação/GM