Com exportações e importações em queda por causa da pandemia da Covi-19, a indústria de autopeças encerrou 2020 com déficit comercial de quase US$ 2,75 milhões, resultado 35,9% inferior ao registrado um ano antes, quando o saldo negativo ficou em US$ 4,28 milhões.

Os dados constam do relatório da balança comercial divulgado mensalmente no site do Sindipeças, que indica ainda queda de 22,4% nas exportações e de 27,5% nas importações do ano passado em relação ao anterior. As vendas externas totalizaram US$ 5,42 milhões, ante os US$ 6,98 milhões de 2019. Já as compras de autopeças em outros países atingiram, respectivamente, US$ 8,17 milhões e US$ 11,27 milhões.

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Na passagem mensal de novembro para dezembro, as exportações cresceram 12,6%, enquanto as importações recuaram 16,8%. No acumulado do ano, a Argentina voltou a ser o principal mercado das autopeças brasileiras, com compras da ordem de US$ 1,17 milhão em 2020, resultado 17,5% inferior ao de 2019.

Os Estados Unidos, que fechou 2019 na liderança do ranking dos principais comparadores da indústria brasileira de autopeças, ficou em segundo lugar. O País exportou para o mercado estadunidense pouco mais de US$ 1 milhão em 2020, o que representou queda de 30,8% em relação a 2019 (US$ 1,46 milhão).

No ranking dos países importadores, a China se manteve na liderança, com envio de US$ 1,48 milhão no ano passado, ante total de US$ 1,68 milhão em 2019. Na sequência vêm Estados Unidos, com US$ 854,8 milhões, e Japão, com US$ 758,7 milhões.


Foto: Divulgação/Meritor