Ferrenha defensora de veículos híbridos desde que lançou o Prius em 1997 e com tímida presença ainda entre os elétricos puros, a Toyota resolveu entrar de forma mais contundente na disputa global pelos BEVs, veículos elétricos movidos a baterias.

Nesta segunda-feira, 19, a montadora apresentou no Salão de Xangai, China, ainda que como conceito, seu primeiro SUV totalmente elétrico e que chegará aos mercados asiáticos e europeus, além de outros polos mais desenvolvidos, já no ano que vem.

Com o nome bZ 4X, ele foi desenvolvido em parceria com a Subaru sobre a nova plataforma e-TNGA, dedicada exclusivamente a  elétricos, e tem proposta de utilização e porte semelhantes ao do conhecido híbrido Rav-4. O estilo da carroceria guarda também traços aproximados dos atuais crossovers e  SUVs da Lexus, divisão de luxo da Toyota.

Toyota bZ 4X

A montadora não desvendou todos os detalhes técnicos do carro que deve ser fabricado inicialmente no Japão e China e de onde será exportado. Antecipou alguns deles, como opção de tração nas quatro rodas, a utilização de motores nos eixos dianteiro e traseiro,  sistema regenerativo de energia e até recarga de bateria baseada em energia solar.

No interior, o futuro SUV exibe ousados passos da marca que sempre primou pelo conservadorismo de formas e soluções. O quadro de instrumentos, por exemplo, fica acima do volante e fica, portanto, em um campo aberto. O volante é muito próximo de um manche de avião na forma e na tecnologia, batizada de steer-by-wire, que adota impulsos elétricos para direcionamento das rodas.

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Toyota BZ4x

Mais do que desvendar um produto, a Toyota explicita no salão chinês — que abrirá as portas ao público na quarta-feira, 21 —  sua disposição de avançar rápido com as tecnologias elétricas, até como maneira de alcançar a prometida neutralidade em carbono de suas operações e produtos em 2025.

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Até 2025, a empresa pretende ter 70 veículos eletrificados. Quinze deles totalmente elétricos, sendo sete da família bZ, sigla em inglês para beyond zero — em português, além do zero —, em uma referência ao nível de emissões. Flexível, a e-TNGA pode ser aplicada em modelos de diferentes tamanhos e segmentos e deve ser a base da maioria, se não da totalidade.

A empresa diz, contudo, que seguirá trabalhando em várias frentes. Além dos híbridos e BEVs, vê demanda por híbridos plug-in (PHEVs) e a células de combustível, os chamados FCEVs, como o próprio Toyota Mirai, já em em sua segunda geração.

A adoção de uma ou outra tecnologia dependerá de fatores diversos, como infraestrutura de abastecimento e recarga, perfil e poder de compra de cada mercado e região e oferta de energia limpa, por exemplo.


Foto: Divulgação