A exemplo do que ocorreu com o mercado de caminhões com o impulso na primeira edição do Move Brasil, nos primeiros meses de 2026, atores do segmento de ônibus já esperam ao menos reduzir a trajetória de quedas nas vendas com a nova etapa do programa, anunciado no fim de abril.
Nesta segunda fase estão disponíveis R$ 21,2 bilhões em crédito para financiamento, dos quais R$ 2 bilhões exclusivamente para ônibus com taxas de 1,25% a 5,5% mais o spread bancário. Para empresas, há 6 meses de carência e prazos em até 60 meses, enquanto autônomos se beneficiam de 12 meses antes de começar a pagar o financiamento, que pode se alongar em até 10 anos.
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“O mercado já está 16% menor no acumulado até abril, reflexo das elevadas taxas de juros e do aumento do diesel. É óbvio que o operador começa a postergar compras porque entende não ser o momento ideal. O Move Brasil é uma esperança para melhorar um pouco a renovação”, observa Walter Barbosa, vice-presidente de Vendas, Marketing, Peças e Serviços Ônibus da Mercedes-Benz.
O executivo não acredita em um mercado de novos compradores, afinal, o segmento se compõem por clientes cativos, seja urbano ou rodoviário. Mas tem potencial de rever volumes de encomenda. “Para aproveitar a oportunidade, o operador que já havia programado a compra de dez unidades, capaz de agora aumentar o pedido.”
Outro aspecto com capacidade para acelerar as compras diz respeito à facilidade, afinal, basta o banco aprovar o crédito para o produto poder ser faturado. “É diferente do Refrota que, apesar de ser ferramenta importante para o segmento, demanda uns 120 dias entre fechar com o cliente e faturar o veículo.”
O representante da Mercedes-Benz não arrisca uma projeção de quanto o Move Brasil impulsionará as entregas de ônibus. Avalia, no entanto, que se os emplacamentos dos próximos meses registrarem volume acima de 2 mil unidades, o programa está fazendo cumprindo o papel de estacar a queda. “É o patamar que determina a boa temperatura do mercado.”
Foto: Divulgação Mercedes-Benz
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