A recuperação do mercado interno de caminhões, que cresceu 46% em 2018, tem feito bem não só às montadoras, mas muito também aos fornecedores. A indústria nacional de pneus que o diga. Em janeiro, quando as vendas de veículos pesados evoluíram mais de 50%, as montadoras também trataram de acelerar as compras.

O segmento foi o de maior crescimento no primeiro mês do ano. Foram negociados com as montadoras 137,4 mil pneus no período, 39,4% a mais do que no mesmo mês do ano passado. O volume para a reposição oscilou positivamente, em 1,5%, e alcançou 440 mil unidades.

Um desempenho bem diferente do mercado de pneus para automóveis, como aponta a Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos. Responsáveis por cerca de 60% dos negócios do setor, as vendas de pneus de carros de passeio para montadoras e reposição ficaram em 2,8 milhões de unidades, 12,7% abaixo de janeiro de 2017.

Maior responsável pelo encolhimento foi a reposição. O volume negociado caiu 14,9% na comparação anual: de mais de 2 milhões para 1,7 milhão.

Assim, pesar dos bons números dos pneus de carga, o resultado global do mercado interno de pneus em janeiro — considerando ainda o segmento de motos, que cresceu apenas 1,2%, para 722 mil unidades — ficou bem aquém do mesmo mês de 2017.

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A indústria negociou 4,46 milhões de unidades contra 4,76 milhões há um ano, queda de 6,1%. As vendas para montadoras encolheram menos, 4,2%, somando quase 1,2 milhão, enquanto na reposição limitaram-se a 3,3 milhões, baixa de 6,8%.

Exportações — A balança comercial  da indústria de pneus pregistrou superávit de US$ 4,8 milhões  em janeiro: as exportações somaram US$ 90,9 milhões contra US$ 86,1 milhões das importações. Em unidades, porém, o resultado é inverso. Enquanto o Brasil embarcou 1,1 milhão de pneus no período, trouxe de fora 2,1 milhões.


Foto: Divulgação