John Elkann, presidente mundial da FCA, Fiat Chrysler Automobiles, está disposto a formar o maior conglomerado produtor de veículos do mundo. Para isso, poucas horas depois de anunciar a proposta de fusão de sua empresa com a Renault, concedeu entrevistas a veículos de comunicação europeus e japoneses enaltecendo a importância de um acordo também com a Nissan e Mitsubishi, as duas outras parceiras globais da montadora franceca.

Na segunda-feira (27), a FCA revelou que propôs à Renault a criação de uma nova empresa com participação igualitária dos dois grupos originários. Só essa união já criaria a terceira maior empresa do setor, com produção anual da ordem de 8,7 milhões de veículos. Agregadas as duas montadoras japonesas, a conta subiria para mais de 15 milhões de unidades anuais, o maior volume mundial.

Elkann quer convencer Nissan e Mitsubishi que a parceria assegurará a ambas ganhos de escala e sinergias. A Renault detém 43% das ações da Nissan, que, por sua vez, é controladora da Mitsubishi.

Ao jornal japonês Nikkei, afirmou: “Nosso espírito é o de encontrar um propósito comum que ofereça benefícios para todas as nossas empresas, abraçando a Nissan e a Mitsubishi como parceiras valorizados e respeitados”.

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A missão do presidente da FCA, no entanto, não deve ser das mais fáceis. A Nissan já vinha se esquivando de uma fusão com a própria  Renault, parceira de exatos vinte anos na Aliança articulada por Carlos Gohsn, hoje alvo de denúncias de desvios financeiros e preso no Japão.

A  detenção do principal executivo da Aliança, que agregou a Mitsubishi em 2016, expôs publicamente as divergências de interesses dos grupos francês e japonês. Até esta terça-feira, nem Nissan nem Mitsubishi haviam se manifestado sobre a proposta de fusão apresentada pela FCA.


Foto: Divulgação/ FCA