OSindipeças revisou para baixo as metas de seus principais indicadores para este ano. Ante projeção de alta de 10% no faturamento, para R$ 107,1 bilhões, estima agora expansão de 7,5%, para R$ 106,5 bilhões. Os investimentos, que a princípio deveriam crescer 10%, atingindo R$ 2,75 bilhões, agora são estimados em R$ 2,44 bilhões, o que representará queda de 1,2% sobre o total aplicado no ano passado (R$ 2,47 bilhões).

Dentre os fatores que levaram a essas revisões, o presidente do Sindipeças, Dan Ioschpe, esclarece que no caso dos investimentos as projeções tinham sido feitas no final de 2018 e levavam em conta uma alta de 6% na produção de veículos este ano.

“Agora estamos estimando que a produção crescerá 3%, ou seja, a metade”, explica o empresário. “Outro aspecto considerado foi o adiamento da intenção de investimento enquanto esperavam-se as definições do Rota 2030. Agora as empresas já estão se inscrevendo no programa”.

Além disso, Ioschpe destacou que a aprovação da reforma da previdência é também um fator preponderante para a intenção de investimento. “Vamos ver como se comportarão os números em nossa próxima revisão, em setembro, ou antes, se necessário”.

A Fenabrave já revisou para baixo a previsão de crescimento do mercado interno, enquanto a Anfavea só admite, até o momento, que as exportações não atingirão os números esperados no início do ano. A entidade que representa as montadoras ainda mantém as mesmas metas do início do ano para a produção e vendas domésticas de veículos.

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Outros indicadores revisados agora na metade do ano foram os das exportações e importações. Ante estimativa anterior de alta de 2,3% nas vendas externas, para mais de US$ 8 bilhões, a meta passou a ser de expansão de apenas 0,5%, para US$ 7,93 bilhões.

Como resultado desse quadro, o déficit comercial -5,63 5,4, inicialmente projetado em US$ 5,63 bilhões (5,4% superior ao do ano passado), deve ficarm em US$ 3,93 bilhões, o que representará queda de 30,2% sobre o saldo negativo de US$ 5,34 bilhões registrado no ano passado.

No caso das importações, projetava-se alta de 9,9%, para US$ 15,3 bilhões, e agora o Sindipeças acredita em queda de 12,3%, para US$ 11,86. Segundo o presidente da entidade, a queda nas importações de autopeças, aparentemente, está associada à forte queda das exportações de veículos para a Argentina, sugerindo que esses veículos possuem grau de “localização” menor do que se imaginava.


Foto: Divulgação/Sindipeças