A segurança sanitária tornou-se uma das principais preocupações, se não a primeira, dos usuários de transportes coletivos em todo o mundo após o surgimento da pandemia da Covid-19. Pesquisas apontam que muitos estão dispostos a trocar trens, ônibus, metrôs e até carros compartilhados por veículos próprios como forma de proteção.

Os fabricantes e empresas de ônibus, por outro lado, não estão dispostos a esperar que essa potencial debandada de clientes se concretize e tratam de buscar soluções para aumentar a confiança de seus veículos e serviços.

Produtora líder de carrocerias do Brasil e uma das maiores encarroçadoras do mundo, a Marcopolo é uma das empresas que mais rápido reagiram. Seu braço de inovação tecnológica, a Marcopolo Next, tem trabalhado em vários projetos para driblar esse inesperado cenário, dois deles já concluídos e em uso.

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O mais recente é o Safe Check-in, totem de autoatendimento que pode ser adotado por empresas de transporte de passageiros em terminais, aeroportos e outros ambientes comerciais e corporativos. Está mais até para uma ferramenta de triagem de saúde.

Além de permitir o acesso ao veículo por meio de leitor de QR Code, o equipamento mede a temperatura do usuário, verifica o uso de máscara e dispõe de dispenser de álcool gel automático. Ele já está sendo utilizado na rodoviária de Caxias do Sul, RS e, em breve, assegura a empresa, será adotado em operadoras de transportes de Porto Alegre e do Rio de Janeiro.

Curiosamente, o Safe Check-in foi utilizado pela primeira vez em jogos do Campeonato Gaúcho de futebol. Passaram por ele, antes de ingressarem no estádio, jogadores e comissões técnicas. A Marcopolo Next deixará o equipamento à disposição dos clubes até o término do campeonato.

O totem integra a Marcopolo BioSafe, plataforma da encarroçadora voltada para a biossegurança nos ônibus. Lançada no mês passado, reúne inovações desenvolvidas também em parcerias com a Universidade de Caxias do Sul e startups.

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Algumas já foram apresentadas no exterior e têm aplicação em outros segmentos e ambientes, como a desinfecção por névoa seca. Mas, dentro dos ônibus, há ainda luz ultravioleta também destinada à desinfecção da cabine, cortinas antimicrobianas entre as poltronas e no corredor ou dispensers de álcool em gel na escada para o segundo piso ou nas portas.

Mercedes Benz

A Mercedes-Benz é outra empresa que está procurando aumentar a segurança sanitária dos usuários e funcionários dos transportes coletivos. Por enwquanto, lá fora.

Na Alemanha, os ônibus urbanos e rodoviários Citaro e Setra agora saem de fábrica com divisória de vidro ou policarbonato para proteção para o motorista e que podem dispor de aberturas para venda de passagens ou instalação de equipamentos integrado de de bilhetes. Uma ideia que não deverá tardar para ser replicada em outros mercados, inclusive aqui.


Foto: Divulgação