Assembleias dos acionistas da PSA e da FCA realizadas nesta segunda-feira, 4, aprovaram a fusão das duas empresas e a consequente criação da Stellantis, a quarta maior montadora do mundo.

O novo conglomerado deve ser constituído oficialmente até 16 de janeiro. As ações ordinárias da Stellantis começarão a ser negociadas logo em seguida na Euronext, em Paris, e no Mercato Telematico Azionario, em Milão,  já na segunda-feira, 18 de janeiro, e na Bolsa de Valores de Nova York, no dia seguinte.

Comandada por Carlos Tavares, até agora CEO da PSA, a Stellantis reunirá nada menos do que 14 marcas de automóveis e comerciais leves, 9 delas inicialmente da FCA (Fiat, Chrysler, Jeep, Alfa Romeo, Dodge, Ram, Maserati, Lancia e Abarth) e cinco que já pertenciam à PSA (Peugeot, Citroën, DS, Opel e Vauxhall).

Os dois grupos venderam perto de de 7,9 milhões de veículos no ano passado e agora, como Stellantis, compartilharão plataformas e tecnologias em escala que deve gerar redução de custos — algo como € 5 bilhões anuais —, otimização de investimentos e maior capacidade em eletrificação e direção autônoma, pilares da indústria nesta década.

Desde do início das negociações, em 2019, FCA e PSA descartaram o fechamento de fábricas caso concluíssem a união. Já era algo difícil de acreditar e se tornou ainda mais a partir da drástica mudança da economia, das perspectivas de médio prazo e dos principais mercados com o surgimento da pandemia da Covid-19 em 2020.

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A Stellantis estreará no Brasil na liderança absoluta. Somadas as vendas de seis marcas oferecidas no mercado interno — Fiat, Jeep, Chrysler, Ram, Peugeot e Citroën —, obteve 23,5% de participação, com quase 459 mil licenciamentos. GM e Volkswagen detiveram, respectivamente, fatias de 17,3% e 16,8%.

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Peugeot e Citroën contribuíram apenas com 27 mil veículos, 1,4% dos licenciamentos totais, um dos piores desempenhos da história da PSA no Brasil.

A Fiat, em compensação, acumulou 322 mil emplacamentos e encerrou o ano na terceira colocação, com penetração de 16,5%, enquanto a Jeep, com 110,2 mil veículos negociados, alcançou 5,6% do mercado, seu maior índice em toda a história da marca no País.


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