Apesar de ainda apresentar desempenho negativo na variação acumulada de 12 meses, com uma queda de 12,1% no seu faturamento, a indústria de autopeças iniciou o ano com números positivos, que na avaliação do Sindipeças sinalizam uma possível retomada em 2021 apesar de o País estar vivendo o pior momento da pandemia da Covid-19.

O faturamento cresceu 28,7% no comparativo do primeiro bimestre deste ano com o mesmo período de 2020, um dado significativo considerando que a pandemia ainda não tinha atingido o País naquela época. Outro indicativo importante é a obtenção de recorde histórico de utilização de capacidade produtiva em fevereiro, com índice de 77% e recuperação de 3 pontos porcentuais em relação ao mês anterior.

Sem revelar números absolutos, a pesquisa conjuntural do Sindipeças divulgada nesta terça-feira, 13, reflete informações de associados com relação às variações de faturamento total e por segmentos, emprego e ociosidade. Verifica-se, por exemplo, a recuperação do nível de postos de trabalho por oito meses consecutivos. Na passagem de fevereiro com janeiro houve alta de 0,4%, reduzindo para 2,4% a queda no comparativo interanual.

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As autopeças repetiram em fevereiro a receita do mês anterior, mas na variação interanual houve acréscimo de próximo de 28%. No bimestre, todos os indicativos são positivos. As vendas para as montadoras subiram 25,4%, índice que chegou a expressivos 34,6% no caso dos negócios relativos ao mercado de reposiçãoo e a 36,6% nas exportações em reais (em dólar, a alta foi de 7,4%).

Como várias montadoras paralisaram atividades na segunda metade de março por causa do agravamento da pandemia, é possível que os números do trimestre – que só serão divulgados daqui a um mês – não sejam tão positivos como os do bimestre. O que não impede de o Sindipeças manter aposta na continuidade da recuperação, conforme consta no relatório divulgado nesta terça-feira, 13.


Foto: Pixabay