A Renault começa a vender oficialmente amanhã no Brasil o Zoe, veículo elétrico que já tem mais de 100 mil unidades rodando mundo afora. O hatch compacto tem autonomia de 300 quilômetros e custa R$ 150 mil. Inicialmente, o modelo será oferecido em poucas praças. As duas primeiras concessionárias credenciadas para vendê-lo estão na cidade de São Paulo e em Curitiba.

Luiz Fernando Pedrucci, presidente da Renault na AméricaLatina, porém, antecipou que os consumidores mais ansiosos poderão conhecer, fazer test drive e até comprar o  hatch no próprio Salão do Automóvel de São Paulo, que abre as portas ao público no dia 8. A montadora também criou o site  www.eletricos.renault.com.br  onde o interessado poderá reservar seu carro.

Plugado em uma corrente trifásica de 22 kW, o veículo exige  1h40 para chegar 80% de sua carga total. Apesar do lançamento agira para o público final, o Zoe já pode ser visto em algumas localidades brasileiras. Ele integra frotas de várias empresas há algum tempo. Segundo a Renault, cerca de 150 unidades foram negociadas sobretudo para testes.

Symbioz: visão de futuro não tão distante.

Além do Zoe e do carro-conceito Symbioz, a montadora destaca no salão paulistano duas outras opções que chegarão ao mercado no transcorrer do primeiro semestre do ano que vem: as séries especiais Captur Bose e Kwid Outsider.

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Um outro modelo, contudo, merece mais a atenção: a picape grande Alaskan, que será produzida na Argentina conjuntamente com a Nissan Frontier, já conhecida dos brasileiros, e a futura Mercedes-Benz Classe X. O modelo da Renault terá capacidade para 1 tonelada de carga e deve chegar ao mercado até o fim de 2019.

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A chegada do utilitário no mercado brasileiro é uma das etapas para que a montadora cumpra o desafio de vender anualmente algo como 600 mil veículos na América Latina até 2022, 50% a mais do que hoje.

Em 2018 a Renault vivencia seu melhor ano no Brasil desde que inaugurou sua fábrica em São José dos Pinhais, há exatos 20 anos. A marca deteve nos dez primeiros meses participação de 8,6%, seu recorde histórico. Muito em função  da chegada do utilitário esportivo Captur e do compacto Kwid, seus dois mais recentes lançamentos.

“A Renault nunca deixou de investir no Brasil, mesmo em períodos de instabilidade econômica. É o que nos permitiu fortalecer nossa estrutura e lançar veículos que atendam às necessidades dos consumidores. Ultrapassamos a marca de 8% de participação e, até 2020, nossa meta é chegar a 10%”, revela Pedrucci.


Foto: AutoIndústria