Enquanto o mercado interno acumula alta de 8,7% no ano e registra seu melhor desempenho desde 2014, as exportações de veículos seguem em ritmo de desaceleração. Foram embarcadas em outubro apenas 30 mil unidades, uma queda de 18,2% sobre setembro (36,6 mil) e de 22,6% em relação ao mesmo mês do ano passado (38,7 mil).

No acumulado do ano, as exportações retraíram 34,7%, baixando de 563 mil veículos de janeiro a outubro de 2018 para 367,5 mil no mesmo período de 2019. A retração é similar quando considerada a receita com as vendas externas, que no mesmo comparativo foi reduzida de US$ 12,8 bilhões para US$ 8,4 bilhões.

O maior problema continua sendo a retração do mercado automotivo argentino, ainda o principal comprador de produtos brasileiros. Os embarques para o país vizinho totalizaram 186,5 mil unidades até outubro, volume 52% inferior ao registrado nos primeiros dez meses do ano passado (387,4 mil veículos ). A participação da Argentina nos negócios das montadoras brasileiras baixou no período de 72,5% para 51%.

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As montadoras têm conseguido diversificar seus clientes externos e também ampliar vendas em outros países com os quais já mantém parceria há mais tempo, particularmente no México, Colômbia e Peru. “Mas os volumes não compensam a queda dos negócios com a Argentina”, destaca Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, que nesta quarta-feira, 7, divulgou o balanço do setor em outubro e no acumulado do ano.

As exportações para o México cresceram 41% no acumulado de janeiro a outubro, atingindo 56,2 mil veículos, ante os 40 mil do mesmo período do ano passado. No mesmo comparativo, houve alta de 99% nos embarques para o Chile, que passaram de 21,2 mil para 42,1 mil unidades, e de 24% para o Peru, de 12,8 mil para 15,9 mil.


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