O Jeep Compass completa este mês 100 mil unidades vendidas no Brasil desde que foi lançado, em 2016. O marco de vendas coincide com a chegada da linha 2019, cujo maior destaque é a incorporação do sistema autônomo de estacionamento como item de série nas versões Limited e Trailhawk.

A FCA também favoreceu os consumidores das duas versões topo de gama ao reduzir o preço de pacote opcional de dispositivos de auxílio à condução.

Para equipar a Limited flex com assistente de frenagem automática, controle de velocidade adaptativo, controle de manutenção de faixa e sensor de ponto cego, o consumidor terá de desembolsar mais R$ 7,7 mil – valor R$ 4 mil inferior do que o praticado na linha 2018 e que inclui também banco com ajuste elétrico, abertura elétrica do porta-malas e sistema de som premium.

Esse mesmo conjunto sai por R$ 8,7 mil no caso da Trailhawk e da Limited a diesel. A diferença, explica Flávia Campello, gerente de marketing da marca Jeep, se deve ao IPI mais elevado no caso de veículos a diesel. O preço sugerido de ambas é de R$ 171,5 mil.

Hoje, Limited flex e diesel mais a Trailhawk respondem por cerca de 35% das vendas do SUV, que conta ainda com a versão de entrada Sport e Longitude. O pacote de auxílio à condução estava em cerca de um terço delas e, com a redução do preço na linha 2019, a FCA estima que essa participação deva chegar à 50%.

Líder do segmento desde agosto do ano passado, o Compass é fabricado em Goiana (PE). A planta produziu 179 mil unidades no ano  p passado do utilitário esportivo, de seu irmão menor Renegade – cuja linha 2019 será apresentada na semana que vem com alterações estéticas – e da picape Fiat Toro.

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A capacidade instalada é de 250 mil unidades anuais e trabalha atualmente em três turnos para fabricar diariamente 930 veículos. O complexo no Norte de Pernambuco conta com parque de fornecedores e desde o ano passado, inaugurada sem qualquer alarde, com pista de teste de 10,2 quilômetros e laboratórios para experimentação.

A nova pista chama a atenção não só pelas duas enormes retas, mas também pela sofisticação de equipamentos de monitoramento. “Temos uma verdadeira estação climática aqui”, ilustra Robson Cota, gerente de engenharia experimental da FCA, diante de monitores que indicam, por exemplo, velocidade dos ventos lateral e frontal, e umidade relativa.


Foto: Divulgação/FCA