A Scania desbancou na segunda-feira, 28, a Volvo na oferta do caminhão mais potente do mundo ao apresentar, na Suécia, um novo motor de 770 cv, superando o FH 750, até então dono do título. Com a novidade, a fabricante volta a dar mais sentindo ao nome Rei da Estrada, designado para identificar seus potentes motores V8.

O time de desenvolvimento cursou uma longa jornada para chegar ao resultado, desde soluções confiáveis para o pós-tratamento de emissões, que garantisse os níveis estabelecidos por 700 mil quilômetros, a componentes mais robustos.

Depois um amplo programa de testes, incluindo experiências com o cliente. No caso, de acordo com a marca, operações florestais e de cargas extrapesadas em locais demasiadamente frios no Norte da Suécia e da Finlândia deram grandes contribuições ao projeto. Mas também as condições extremas de aclives sob intenso calor nas montanhas no Sul da Espanha foram decisivas.

“O novo caminhão de 770 cv é, na verdade, tão potente que temos que controlá-lo quando estamos subindo! Tivemos de construir uma solução com um sistema de freio adicional, para evitar que o veículo trafegasse muito rápido, porque são estradas estreitas a 2,5 mil metros acima do nível do mar”, lembra em nota Tommy Lundström, da equipe de desenvolvimento.

O projeto foi norteado pela robustez, sem perder de vista o consumo. O novo V8 acabou ficando mais leve que o bloco da geração anterior e mais econômica apenas as peças e sensores necessários. Somente o sistema de pós-tratamento e, no caso, possui somente o de redução catalítica SCR, perdeu 75 kg. Para o consumo a promessa é 3% menor.

“Olhos menos treinados podem não perceber, mas tudo é diferente, principalmente por dentro”, conta Lundstrom. “Turbo de geometria fixa, bomba de combustível e sistemas de cilindros e de controles são novos. E o resultado não foi uma árvore de Natal de engenharia”, finaliza se referindo à simplicidade do projeto.

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Nova geração Opticruiser

Com o V8 de 770 cv, a Scania também aproveitou para lançar uma primeira transmissão de nova geração do caixa Optcruiser. Com dimensões menores e 65 kg mais leves, a G33CM surge para começar a substituir os atuais câmbios GRS905. O projeto é resultado de um investimento de € 400 milhões.

A nova caixa oferece relações ainda mais curtas que a oferta atual e capacidade para suportar até 3.700 Nm (377,3 kgfm) de torque. Segundo também irá contribuir com até 1% de economia no consumo. A G33CM estreia, por enquanto, no motor V8 e nos motores de 13 litros de 500 e 540 cv. O transportador europeu poderá fazer a encomenda do novo trem de força em outubro. As entregas somente no primeiro trimestre de 2021.

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Foto: Scania/Divulgação